AMA Session - Futurista Michelle Schneider
Na AMA Session com Michelle Schneider, a conversa passou por IA, liderança, transição de carreira e o que muda quando o trabalho deixa de ser só execução.
O profissional do futuro: como se preparar para ele?
Nesta AMA Session da Moovers, Monica Magalhaes recebeu Michelle Schneider para uma conversa sobre futuro do trabalho, inteligência artificial e carreira.
Michelle partiu da própria transição profissional: depois de uma trajetória em grandes empresas de tecnologia, ela saiu do mundo corporativo para estudar, escrever, dar aulas, palestrar e construir uma carreira mais aberta, com diferentes frentes de atuação.
Mas o centro da conversa não foi “como repetir a carreira da Michelle”. Foi outra coisa: como pensar trabalho quando as respostas prontas estão ficando piores.
Para Michelle, uma das grandes dores das lideranças hoje é simples de entender e difícil de resolver: todo mundo está sendo cobrado para usar IA, mas pouca gente sabe como mudar de fato a forma de trabalhar. Comprar licença, fazer um treinamento ou pedir que o time “use IA” não muda muito se a liderança não entende o suficiente para orientar, cobrar e redesenhar o trabalho.
Ela trouxe um ponto importante: o líder não pode mais tratar IA como algo que fica só com o time técnico. Em muitas áreas, a diferença começa quando a liderança consegue falar do assunto com mais profundidade, testar ferramentas, entender limites e puxar o time pelo exemplo.
A conversa também passou pelo profissional do futuro. Michelle organizou essa preparação em quatro pilares: mente inovadora, letramento tecnológico, inteligência emocional e saúde mental. Não como uma lista bonita de habilidades, mas como base para atravessar um futuro que ainda não está definido.
Um dos pontos mais fortes foi justamente esse: ninguém sabe dizer com certeza qual será o futuro do trabalho. Existem estudos, cenários e previsões. Alguns falam em substituição de empregos. Outros falam em abundância, novos modelos e novas oportunidades. O mais honesto, segundo Michelle, é aceitar que não existe um único futuro do trabalho.
Por isso, a pergunta talvez não seja “qual profissão estará segura?”. A pergunta melhor é: como eu continuo aprendendo, testando, criando repertório e usando IA para ampliar o que consigo fazer?
Michelle defendeu uma virada prática: aprender IA construindo alguma coisa. Não só fazendo curso, não só assistindo aula, não só perguntando para uma ferramenta. Construir um agente, automatizar uma rotina, testar uma ideia, errar, ajustar e entender o que muda quando a IA deixa de responder perguntas e começa a executar partes do trabalho.
A conversa fechou com uma visão menos apocalíptica e menos ingênua. A IA deve mudar muita coisa. Alguns trabalhos vão encolher, outros vão surgir, e muita gente vai precisar se reposicionar. Mas ainda há tempo de agir.
Medo paralisa. Curiosidade coloca a pessoa em movimento. E, neste momento, estar em movimento talvez seja uma das melhores formas de se preparar.
Abaixo você tem acesso à gravação do encontro online com o conteúdo completo, disponível para assinantes.
Se você ainda não é membro da Comunidade Moovers pode fazer a sua assinatura agora e ter acesso à esse e outros conteúdos da nossa plataforma.



